sábado, 25 de dezembro de 2010

Minha reflexão sobre o natal.

Poucas pessoas mais jovens que conheço sabem qual o significado do natal, não sabem qual a origem do natalis. Vou me imaginar um pouco mais ignorante, eu chutaria que é uma data gringa de troca de presentes e que parte dos presentes são trazidos pelo Papai Natal, Papai Noël ou Barbudo de vermelho em seu trenó puxado por veados campeiros, antas ou algum animal da Mata Atlântica. Exagerei.
Já vi duas histórias sobre a confraternização de natal, uma delas diz sobre comemorar o Solstício de Inverno, outra história fala sobre um festival histórico romano. Já o nosso costume, seguidores do calendário gregoriano, espero não estar trocando bolas, é comemorar nessa data o nascimento de Jesus de Nazaré, já no calendário Juliano é comemorado no dia 07 de janeiro; enfim, não é esse foco que desejo tomar.
Estive pensando um pouco sobre os costumes das pessoas que vejo nesta data, muitos devem concordar por ver a mesma coisa em outras cidades. Vemos por aí bebida em excesso, pessoas que exageram na velocidade do automóvel, talvez pra se aparecer, gente que se empolga com as bebidas e parte às drogas, e os chatos que soltam fogos sem parar, talvez sem saber o que está comemorando. Vamos então pensar no quanto custa o natal, melhor, vamos pensar já na virada de ano também. Quanto custam essas duas comemorações ao meio ambiente? 
Carros que batem e voltam em casa pra comprar presentes, comidas, papéis de presente, sacolas, pessoas consumindo mais bebidas por circularem no calor nada agradável das grandes metrópoles, luzes de natal ligadas por mais de 4, 6, 12 horas, prefeituras utilizando milhares e milhares de pisca-piscas, CO² na atmosfera, eventos, churrascos, cerveja e volante, pessoas utilizando pilhas alcalinas em máquinas fotográficas, consumismo, inadimplência que vai gerar estresse no ano seguinte, etc. 
As grandes empresas só estimulam as pessoas para sairem, comprar, comprar e comprar. "Presenteie zezinho, mariazinha, Alcebíades, Adamastor, etc. Eles precisam disso pra serem felizes." 
Será que é isso mesmo? Não ouvimos ensinarem na tv como reduzir os resíduos, onde comprar melhor; só ouvimos e vemos que temos que comprar. 
Acho que muitos vão me achar uma pessoa com humor de velhote ranzinza, como as vezes dizem, mas acho que todos deveriam prestar atenção nas pegadas ecológicas deixadas nessas datas, isso que nem citei    o famoso carnaval, que todos os anos tem em noticiários as mortes em rodovias, avenidas e residências por conta de falta de controle de bebidas alcoólicas e uni-las ao volante. Além disso aquela lista que citei acima com todos os resíduos que vão sabe-se pra onde, menos presentes e luzes de natal. 
Muitas pessoas não sabem o que é o natal, muito menos o carnaval, mas de qualquer modo, sabendo ou não disso, a maioria das pessoas deixam suas pegadas ecológicas.

O Natal tem seu lado bom, basta saber curtir, entre família, amigos, mas minha intenção foi refletir sobre os impactos negativos da data. 

domingo, 19 de dezembro de 2010

Meus preconceitos

preconceito 
(pre- + conceito)

s. m.
1. Ideia ou conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou imparcial.
2. Opinião desfavorável que não é baseada em dados objectivos!. = intolerância
3. Estado de abusão, de cegueira moral.
4. Superstição.

Certa vez comecei pensar sobre preconceitos, encontrei numa revista de filosofia algumas coisas sobre o assunto e inclusive abordava a ideia de preconceito bom e preconceito ruim. Sabemos que preconceitos ruins são os raciais, sexuais, os que provém da falta de informação sobre transmissão de doenças, aquele preconceito que se limita a dizer o que a pessoa é pela imagem dela. 
Porém temos o preconceito bom, pelo que entendi é aquela aversão que temos em relação a algo com uma imagem muito diferente do comum. Pode-se dizer que é como ver algum bicho muito diferente e teme-lo sem saber o que é, se é manso ou não. As vezes é melhor evitar, é o preconceito que nos salva a vida. Do mesmo jeito quando encontramos com alguém aparentemente muito doente, ficamos longe e temos receio de chegar perto,  de respirar próximo se a pessoa está espirrando muito.
É comum escutarmos alguém dizer "Não tenho preconceitos". Será que existe pessoa sem preconceitos? Tenho minhas dúvidas, aliás, acho que isso é até um modo de se perfazer. É comum formarmos conceitos e opiniões antecipadas, por exemplo, alguma pessoa que vai apresentar uma palestra, se ela está num dia ruim, tímida e com algum problema pessoal que interfere na sua apresentação, nosso preconceito grita dizendo que essa pessoa não entende muito bem o assunto. Formamos conceitos em poucos minutos após alguém se apresentar, se uma pessoa tem 20 anos de idade, qual a probabilidade de criarmos uma outra pessoa com a carapaça dela nos primeiros 4 minutos de conversa? Pense nisso! 
Agora vamos pensar se é ruim aquele preconceito que temos quanto ao modo de algumas pessoas se vestirem, vou revelar uns dos meus preconceitos, as vezes começo a assistir tv por vários dias seguidos e nos programas policiais, vejo sempre o estilo que os bandidos se vestem, as vezes com camiseta de determinado time, qual seria minha reação ao ver alguém com características semelhantes? É essa mesma que você pensou. 
E quando alguém se veste usando uma camiseta com a folha da Cannabis sativa, você pensa que ela estuda botânica ou...? As vezes não se limita em camisetas ou deixa de usar a camiseta, mas a pessoa é um sósia de algum outro que tem mais fumaça do que O2 nos pulmões, não parando por aí, tenta se parecer o máximo possível.  Acho que aí deixa de ser preconceito e se torna conceito, e por isso que não me incomodo tanto quando algumas pessoas tem preconceito pelo meu estilo, muitas pessoas que usam alguns piercings pensam que piercing é um sinônimo de rebeldia, vandalismo e irresponsabilidade e por isso tentam se parecer com alguém mais rebelde do que é. Então quando algum "tiozinho ou tia" carrancudos (como dizem que eu também sou) me veem, logo dizem "olha lá o touro", "o sem emprego", "o nóia". Não perco nada com as pessoas preconceituosas, aliás, a distância deles é uma coisa boa para mim. 
As vezes nossos preconceitos só nos prejudicam, eu pensava que pessoas frequentadoras de igreja teriam uma certa moral no nível da minha, assim conheci uma evangélica, que frequenta todos os finais de semana a igreja, tivemos um imenso rolo, o maior que tive até hoje. Enfim, ela foi uma das pessoas responsáveis por me mostrar que não devemos vincular religião a lealdade, fidelidade, moralidade. 
A pior história foi também tão recente quanto a que citei acima, em 2009 um ex-inimigo, na época colega e atualmente um conhecido, começou a me chamar pra ir numa igreja que ele frequentava, sempre achei que para ser uma boa pessoa não preciso seguir religião, afinal de contas as religiões nos diferenciam demais a ponto de criar conflitos; por isso digo que sou religioso em vez de ter uma religião. Enfim, ele saiu da igreja protestante e meses atrás foi preso por roubar uma igreja católica. Claro que é um fato raro, mas vinculo isso ao preconceito que temos. De pensar que alguém que é da igreja é uma boa pessoa, quem usa terno e grava é inteligente...
Por conta de coisas assim, provavelmente não me decepcionaria se procurasse uma namorada num cabaré e um colega numa cadeia, não seria fácil ter preconceitos, já ia logo desconfiar que ele foi preso por que roubou ou matou e ela é uma vadia. 
Não deixando de lado o risco de que ele tenha sido preso por engano e ela se converta! rsrsrs

Na minha opinião, não devemos largar nossos preconceitos, eles só não podem prejudicar ninguém, devemos ter os nossos preconceitos, sabermos controlá-los e repensá-los. Conversarmos até com pessoas do fenótipo que temos preconceito e usar nossas conversas sempre pra repensar. 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Mundo virtual

Caramba, não achei ainda algo mais chato que meu mundo virtual, queria utilizar a internet só para estudar, mas é claro que não dá, tenho que ter meus tempos de lazer, mas muitas vezes o lazer se torna chato demais.
Esses dias reparei quantas pessoas que realmente converso, pouquíssimas. Vi que conheci a maioria, normalmente em trilhas, cursos, trabalhos, mas depois de um tempo elas se tornam imagens de cera, algo do tipo, muitas não servem nem pra responder scrapt e outras servem pra mandar e.mails dizendo que a Nestlé está doando cestas e que sei lá quem está doando laptops muito caros! 
Esses dias resolvi fazer uma leve mudança, comecei a deletar, sem bloquear, todas as pessoas que dizem "eu te adoro" e isso na verdade é da boca pra fora, terminada a tarefa, passei a deletar as pessoas que me adicionam, depois passam por mim na rua, e nem falam um simples "oi!". Dá uma sensação de prazer depois de fazer isso, uma liberdade, sei lá; mas não acaba por aí, aquelas pessoas que adicionam, falam as vezes pela net, mas na rua não me conhecem voltam a me adicionar! Será que é problema psicológico?
Acho que é isso, não vou escrever mais, acho que só esse pequeno texto já serve para que as pessoas que tem essas atitudes de viver um mundo virtual e um físico com personalidades diferentes repensem sobre o que fazem, o que são e pra que servem.

Hug

sábado, 4 de dezembro de 2010

Assento Reservado para Magrelos e Trabalhadores

Observo que nos trens e ônibus existe uma enorme desigualdade, afinal, sempre ouvimos falar que a desigualdade é algo muito errado, mas a própria lei nos ensina que as coisas não funcionam como a maioria pensa ou vê e acaba ampliando a desigualdade, assim como algumas culturas salientam isso. Alguns exemplos nos lembrará disso; bandido com apenas ensino médio se ferra, graduado tem mamata; eles tem muitas diferenças quando são presos, mesmo que os crimes sejam semelhantes; um senhor com 100 anos passou 100 anos da vida dele sentando quando se sentia cansado e isso não acaba, quanto mais aparência de cansado e velho, mais locais para sentar ele terá, e ouse a recusar o seu lugar pra ele no meio dos outros.  Quer sentir isso na sua pele? Então imagine que você trabalha pesado, algo tipo ajudante de pedreiro, trabalha longe, acorda às 4h30 da manhã pra pegar ônibus lotado, se mata de trabalhar pra ganhar um salário baixo, e quando chega a hora de voltar pra casa, mais uma vez tem de encarar ônibus lotado, mas com muita habilidade tática de esquivo em multidões consegue um lugar pra se sentar e dormir até chegar ao seu ponto. Se você sentou no lugar que não é preferencial, a lei não pede que você se levante e ceda lugar ao senhor de 100 anos que foi andar atoa pelo centro da cidade, a educação também não pede isso, mas a cultura sim. Se você não dá seu lugar, há uma grande chance de você ser chamado de sem educação, mesmo com dezenas de outros locais com outras pessoas para cedê-lo lugar. 
Então, pode facilmente acontecer de um dia você ter que se levantar pra dar seu lugar conquistado com suor e habilidades à uma pessoa que estava passeando no horário de pico. 
Não digo isso pra estimular que as pessoas digam aos senhores pra se sentar em outro lugar, mas pra que vejam que é errada aquela ideia de que jovem é sempre vagabundo. Não lembro em que país, mas uma amiga minha foi até lá e disse que é considerado um desrespeito oferecer lugar aos mais velhos. No Brasil isso vai acontecer? Nunca, pois nesse transportes lotados a melhor coisa a fazer é se sentar pra livrar-se de empurrões, apertos e "sarração". Coisas do tipo que estão no filme a seguir. 
(http://www.youtube.com/watch?v=Z4k47QCwME0&feature=player_embedded - Repórter Boato) 


Outra coisa, não tenho nada contra ceder locais à pessoas com ICM maior que 40, mas nós magros não temos direito a nada? Ou melhor, os magrelos como eu? Que pode sentir fraqueza quando fica muito tempo com fome, que sente frio, pois a camada de gordura que recobre o corpo é quase zero. Então as vezes, se você for magrelo como eu, poderá ficar fraco, trêmulo, pálido e suando frio de tanta fraqueza, se você se sentar e aparecer alguém bem alimentado, vai poder pegar seu lugar. As vezes sinto que não tenho ganho nenhum andando em transportes públicos, talvez seja um karma, talvez numa vida passada eu encoxei muitas pessoas no trem e nessa vida os deuses me mandaram com todas essas características de um animal fraco na selva. Então, terei que pagar passagens, me levantar quando entrar um senhor que se sentou a vida toda no ônibus, desde quando transporte público era carroça, que entrou por trás, pois é isento e ainda poderei ser encoxado por um cara maior e terei que ficar quieto. Tenso!


Não estou dizendo que não devemos deixar de dar lugar à essas pessoas, mas poderia ter mais assentos reservados, mais transportes, mais empatia e que as pessoas tentassem ver que não é lucrativo ser magro e pequeno. Eu me ferro sendo assim! Nunca eu posso gritar com um cara que me atropela no trem, pois é sempre maior e mais forte que eu. Agora com mulheres a coisa é bem mais fácil, mesmo que ela seja menor que o cara que está abusando da força, basta ela gritar no meio do tumulto algo tipo: "tira a mão da minha XXXXXX seu XXXXXX!!!!" Com certeza esse cara vai apanhar de algum outro maior que ele. 


Agora eu, gritaria o que? Algo como "para de me empurrar!", com voz do Chris do seriado? Sem chance! 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O Cheque

Há poucos dias, caminhando a trabalho por uma trilha, encontrei um papel bem dobrado, na hora me veio uma folha de cheque em mente. Tinha outra pessoa bem perto, então fui ágil parecendo ter encontrando e abaixado pra pegar algo que talvez fosse lixo, mesmo assim ele pediu pra ver, mas me devolveu, claro.
Fiquei feliz por achar, fazia tempo que eu não achava nada de interessante. Era um cheque com um valor baixo, que poderia não estar sustado, sem telefone pra contato, então poderia depositar que provavelmente eu receberia a grana. Fiquei umas 12 horas com o cheque e resolvi procurar no google pelo nome do dono. E... era uma pessoa importante, um presidente executivo de um time de futebol, até desanimei. A lei nos ensina que hoje em dia pobre normalmente sai na pior, então imaginem se eu deposito, todo feliz, chego em casa ligo a tv e aparece num canal que essa pessoa foi sequestrada!!! Em breve estaria meu rosto naqueles programas policiais que tem sempre um apresentador julgando mais que a própria lei! Eu iria pra cadeia por ter a sorte de achar um cheque! Provavelmente o apresentador da tv diria "O cidadão, aliás, o vagabundo sequestra um presidente de um time de futebol e recebeu um cheque com menos de 500,00 reais de resgate!" (rsrsrsrs) Até bandido ia rir da minha cara! 
Enfim, nada disso aconteceu, procurei no google o telefone de acesso ao clube de futebol, passei as informações e o dono do cheque me ligou. Do modo que me agradeceu parecia que eu desentupi a boca de lobo que faz com que o ABC tenha enchentes, como se eu tivesse doado 100 cestas básicas para famílias carentes; disse que o Brasil estaria melhor com mais pessoas como eu! (=O), mas não fiz nada de tão grandioso, era apenas a minha obrigação, já que sabia quem era o dono. 
Três dias depois fui até uma estação de trem e entreguei o cheque à pessoa que o perdeu, que também agradeceu muito. 
É uma coisa que todos que encontrassem cheques deveriam fazer, com cartões, mas não com dinheiro, afinal de contas se tiverem 10 pessoas sem 1 real no bolso e você perguntar quem perdeu 100,00R$, pelo menos umas 5 vão levantar as mãos. 
Enfim, história com final feliz.